"A vitória mais bela que se pode alcançar é vencer a si mesmo."
(Santo Ignácio de Loyola)
(reflexão)
quinta-feira, 22 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Boas vindas a Maio
Soneto de Maio
Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
(Vinícius de Moraes, Ouro Preto, maio de 1967)
segunda-feira, 28 de abril de 2008
O (DES)PRESTÍGIO DA TV
- É muito seguro e durável!
(FAST FORWARD)
- Meu Deus, você está bem?
(risos)
- Na verdade, eu não tinha travado...
(Lots of laugh)
É bem verdade que muitos programas e comerciais de TV me deram bons momentos de riso, assim como alguns outros foram capazes de tocar o coração, devido seu apelo emocional. Mas é salutar ressaltar que o uso indiscriminado de conceitos e idéias como "arte e vida são tal e qual", levam a uma distorção do papel social da televisão que é de funcionar como um intrumento de tranformação da sociedade.
Levando em conta que as classes mais baixas do nosso país têm acesso direto a esse tipo de "formação" é preocupante a disseminação de programas que não têm compromisso com a cidadania, abusando muitas vezes da fragilidade das pessoas em troca de farta audiência.
O que dirá Luciana Gimenez!
domingo, 27 de abril de 2008
Omnia Mutantur, nihil interit (tudo muda, nada inteiramente)
Manhã de domingo parado: Nuvens cinzentas e pesadas, entrecortadas pelos raios do sol, mormaço que contrasta com toda semana que passou, de chuvas torrenciais. Ah, como gosto de chuva. Acho que é porque me faz lembrar de uma época em que experimentava a sensação de frio na pele. Frio de verdade. Próximo à linha do Equador é luxurious sentir frio quando o termômetro marca insignificantes 23º. It drives me nuts. Anyways, a julgar pela minha aparência, acordei com a calma e placidez necessárias à busca dos mais nobres valores.
E foi nesse cenário que me peguei pensando sobre o processo de mudança que as coisas podem sofrer, porque de fato elas mudam, mas não em sua essência.
Me indago sobre isso, porque tal princípio é aplicável a todas as coisas, e não seria diferente comigo. Pode parecer uma preocupação boba ou há quem diga: "Por favor, preocupe-se com coisas mais importantes", mas não quando se trata de algo elevado que está intrinsicamente ligado à busca incessante, penso eu ser um caminho que todos estão sujeitos a percorrer. E esta deveria ser a nossa preocupação primeira: o fato de sempre se estar em movimento buscando algo e da consistência de tal engendro.
Para ilustrar essa realidade fática, vou-me utilizar de conceitos válidos, que caracterizam e explicitam a essência do Devir, ou simplesmente desse aludido movimento/busca:
" um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém. Surgiu primeiro em Heráclito e em seus seguidores; o devir é exemplificado pelas águas de um rio, “que continua o mesmo, a despeito de suas águas continuamente mudarem.” Devir é o desejo de tornar-se. Recebe também a acepção Nietzscheriana do "torna-te quem tu és", usada em um dos seus escritos.Traduz-se de forma mais literal a eterna mudança do ontem ser diferente do hoje,nas palavras de Heráclito:"O rio de ontem não é o mesmo do hoje".
Quem dera tivesse o poder de desenhar os movimentos mais sutis de minha consciência, para poder exposar o fluir que ocorre constantemente em minha alma e saber qual o curso final de minha epopéia. Ainda não fui agraciado de tal forma, e talvez nisto resida a beleza que é viver dia após dia, acreditando na diferença entre o ontem e o hoje.
E foi nesse cenário que me peguei pensando sobre o processo de mudança que as coisas podem sofrer, porque de fato elas mudam, mas não em sua essência.
Me indago sobre isso, porque tal princípio é aplicável a todas as coisas, e não seria diferente comigo. Pode parecer uma preocupação boba ou há quem diga: "Por favor, preocupe-se com coisas mais importantes", mas não quando se trata de algo elevado que está intrinsicamente ligado à busca incessante, penso eu ser um caminho que todos estão sujeitos a percorrer. E esta deveria ser a nossa preocupação primeira: o fato de sempre se estar em movimento buscando algo e da consistência de tal engendro.
Para ilustrar essa realidade fática, vou-me utilizar de conceitos válidos, que caracterizam e explicitam a essência do Devir, ou simplesmente desse aludido movimento/busca:
" um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém. Surgiu primeiro em Heráclito e em seus seguidores; o devir é exemplificado pelas águas de um rio, “que continua o mesmo, a despeito de suas águas continuamente mudarem.” Devir é o desejo de tornar-se. Recebe também a acepção Nietzscheriana do "torna-te quem tu és", usada em um dos seus escritos.Traduz-se de forma mais literal a eterna mudança do ontem ser diferente do hoje,nas palavras de Heráclito:"O rio de ontem não é o mesmo do hoje".
Quem dera tivesse o poder de desenhar os movimentos mais sutis de minha consciência, para poder exposar o fluir que ocorre constantemente em minha alma e saber qual o curso final de minha epopéia. Ainda não fui agraciado de tal forma, e talvez nisto resida a beleza que é viver dia após dia, acreditando na diferença entre o ontem e o hoje.
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