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São Luís, Maranhão, Brazil
Evidente a relação dessa indagação com a questão do ser. Trata-se, portanto, de uma questão prévia ao esquema que precede o voltar-se a si, na tentiva de descobrir qual o sentido da existência. Não diria com propriedade, mas com a certeza de quem conhece a busca incessante, que a vida, em seus diversos aspectos, revela sentido nesta questão preliminar.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O (DES)PRESTÍGIO DA TV




- É muito seguro e durável!

(FAST FORWARD)

- Meu Deus, você está bem?

(risos)

- Na verdade, eu não tinha travado...


(Lots of laugh)

É bem verdade que muitos programas e comerciais de TV me deram bons momentos de riso, assim como alguns outros foram capazes de tocar o coração, devido seu apelo emocional. Mas é salutar ressaltar que o uso indiscriminado de conceitos e idéias como "arte e vida são tal e qual", levam a uma distorção do papel social da televisão que é de funcionar como um intrumento de tranformação da sociedade.
Levando em conta que as classes mais baixas do nosso país têm acesso direto a esse tipo de "formação" é preocupante a disseminação de programas que não têm compromisso com a cidadania, abusando muitas vezes da fragilidade das pessoas em troca de farta audiência.
O que dirá Luciana Gimenez!

domingo, 27 de abril de 2008

Omnia Mutantur, nihil interit (tudo muda, nada inteiramente)

Manhã de domingo parado: Nuvens cinzentas e pesadas, entrecortadas pelos raios do sol, mormaço que contrasta com toda semana que passou, de chuvas torrenciais. Ah, como gosto de chuva. Acho que é porque me faz lembrar de uma época em que experimentava a sensação de frio na pele. Frio de verdade. Próximo à linha do Equador é luxurious sentir frio quando o termômetro marca insignificantes 23º. It drives me nuts. Anyways, a julgar pela minha aparência, acordei com a calma e placidez necessárias à busca dos mais nobres valores.
E foi nesse cenário que me peguei pensando sobre o processo de mudança que as coisas podem sofrer, porque de fato elas mudam, mas não em sua essência.
Me indago sobre isso, porque tal princípio é aplicável a todas as coisas, e não seria diferente comigo. Pode parecer uma preocupação boba ou há quem diga: "Por favor, preocupe-se com coisas mais importantes", mas não quando se trata de algo elevado que está intrinsicamente ligado à busca incessante, penso eu ser um caminho que todos estão sujeitos a percorrer. E esta deveria ser a nossa preocupação primeira: o fato de sempre se estar em movimento buscando algo e da consistência de tal engendro.
Para ilustrar essa realidade fática, vou-me utilizar de conceitos válidos, que caracterizam e explicitam a essência do Devir, ou simplesmente desse aludido movimento/busca:

" um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém. Surgiu primeiro em Heráclito e em seus seguidores; o devir é exemplificado pelas águas de um rio, “que continua o mesmo, a despeito de suas águas continuamente mudarem.” Devir é o desejo de tornar-se. Recebe também a acepção Nietzscheriana do "torna-te quem tu és", usada em um dos seus escritos.Traduz-se de forma mais literal a eterna mudança do ontem ser diferente do hoje,nas palavras de Heráclito:"O rio de ontem não é o mesmo do hoje".

Quem dera tivesse o poder de desenhar os movimentos mais sutis de minha consciência, para poder exposar o fluir que ocorre constantemente em minha alma e saber qual o curso final de minha epopéia. Ainda não fui agraciado de tal forma, e talvez nisto resida a beleza que é viver dia após dia, acreditando na diferença entre o ontem e o hoje.