
Imagine-se navegando na internet e se deparando com um site fora do ar.
Qual a solução? Acredito que ainda não inventaram nada que possa solucionar essa questão. No entanto, o que pode ser feito é simplesmente esperar, ou esquecer a tela do computador por algum instante, numa atitude altaneira que revela um sentimento de desdém quando se sente rejeitado por aquele objeto gravemente importante para conseguir o que se quer: "não preciso de você mesmo". É uma visão quase infantil, se não fosse tão comum ver grown ups agindo dessa forma.
Eu também costumo algumas vezes ficar fora do ar. Fiquei, por exemplo, por mais de seis meses sem escrever neste blog, fruto de uma diposição pessoal que me faz sentir mais seguro dentro da minha "casca de caranguejo".
Diferentemente de um objeto tecnológico, como o computador que dá pane, ou na situação aludida onde a internet fica fora do ar, num ser pensante (que sou) e altamente reflexivo ocorrem as mais variadas explosões de idéias, reações, manifestações súbitas de sentimento, que se misturam como numa girândola de cores e matizes com um potencial ilimitado. Ressalve-se que esse potencial poderia ser compreendido pelo mundo circundante, não fosse as paredes aparentemente intransponíveis do bom senso que não me permitem fazer com que o estampido seja percebido. É uma relação de extremos, de dentro e fora, pois na aparência da confusão está uma calma constante, superficial e às vezes até com aspectos de sono letárgico.
Qual a solução? Acredito que ainda não inventaram nada que possa solucionar essa questão. Na verdade, para isso não deve haver solução alguma, pois não é um problema a ser solucionado, mas objeto apenas de autocrítica. Não se trata de um mal que deva ser curado, muito menos de um defeito que deva ser ajeitado, mas de uma disposição de espírito que deve ser alentada e conduzida pelo tempo. Afinal, o que pode ser feito é esperar... para, depois de quebrar as correntes do esquecimento e da indiferença, simplesmente, agir.
nulloque modo melius sibi consuli contra pestilentem hominem auram, quam recipiendo se in tuta solitudinum loca

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