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Evidente a relação dessa indagação com a questão do ser. Trata-se, portanto, de uma questão prévia ao esquema que precede o voltar-se a si, na tentiva de descobrir qual o sentido da existência. Não diria com propriedade, mas com a certeza de quem conhece a busca incessante, que a vida, em seus diversos aspectos, revela sentido nesta questão preliminar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

PRAGMATISMO

Há uma justa medida entre o ser prático e o ser teórico?




"Depois da morte da metafísica, não importa
saber se o copo está meio seco ou meio cheio,
mas sim e unicamente se você éstá ou não com sede..."


Não sou dado ao pragamatismo, no seu sentido mais original!

3 comentários:

Priscila Sampaio disse...

Talvez, considerando que a praticidade depende de conhecimentos teóricos para que seja realizada da melhor forma possível, acho que uma depende da outra e vice-e-versa! Coexistem em pólos divergentes, mas são interdependentes entre si, e sendo assim, o objetivo-fim buscado sempre é alcançado, ou não!

Ou seja, tudo gira em torno do meio. Meio termo, meio cheio, meio vazio, um pouco de cada um. Nada em sua versão extrema causa tranquilidade ou simplesmente atinge o seu objetivo-fim, pois acaba tendo sempre um dos lados prejudicado.

Meio termo, meio cheio, meio vazio.

Mas que normalmente, mesmo meio vazio ou só meio cheio, mata a sede, isso mata!

Devir disse...

Anda lendo Ética a Nicômaco?
Sabemos que na época dessa obra a virtude era considerada o meio-termo: a coragem, no contexto aludido, é a virtude. Ocorre que em decorrência da cultura ocidental também ter sido influenciada pelo Cristianimo esse conceito de virtude variou bastante. O que quero dizer é que a virtude nem sempre está no meio-termo.
Te confesso que tenho medo de utilizar a palavra "meio", num sentido de dar conformidade àquilo que não é muito, mas também não é pouco, não chega a ser o bastante, nem menos que o bastante.
Te digo que a verdadeira motivação desse post, foi porque na noite anterior a ele conversei com um homem sábio, na verdade com um homem que sempre considerei muito inteligente e entendido. Conversávamos sobre a dificuldade que tínhamos em comum de pôr em termos práticos certas abstrações inerentes ao estudo e à teoria do Direito. O deleite no mundo das idéias é profundo e nos proporciona ter um alargamento de visão, bem como chegar à raiz dos problemas mais difíceis, sem perder de vista os pormenores e as nuances que permeiam os processos, evitando, dessa forma, ter uma visão estanque, apenas pragmática, porém direcionada à resolucão de questões.
Concluimos que, hoje em dia, infelizmente, o mercado de trabalho procura por técnicos que saibam resolucionar os problemas da forma mais rápido possível, e porque a infelicidade disso? Porque o mais rápido nem sempre é o melhor. Precisa-se de técnico, não de jurista. Mas esse homem, como que um Sócrates hodierno, me fez ter um "insight" e pela própria pergunta que formulamos: Como ser prático, sem perder de vista a teoria? pari a resposta: ESPECIALIZAÇÃO!
Foi uma luz e mesmo assim não é uma grande novidade! Imagine que possuindo o conhecimento básico, fundado pela teoria, através da especialização se pode alcançar a parte prática sem perder de vista o conhecimento.
Bom, foi isso!

Ah... o homem sábio é meu irmão, Almir!

Priscila Sampaio disse...

Hehehe não, não ando lendo Nicômano, até porque pretendo, assim que tiver uma folga nas teorias do direito, retornar à leitura do teu livro do Nietzsche antes de mais nada. Pensei isso aí sozinha mesmo ehehheh :P

Tá, talvez o meio termo nao seja mesmo a melhor opçao em certas coisas, certas ocasiões. Em se tratando do Direito (objeto da tua conversa com Almirzinho), talvez nao seja mesmo.
Quando eu me referi ao meio termo, quis dizer de forma geral, nao dirigi-me às especialidades da vida.
Na verdade,o que quis dizer é que acredito, que em muitos casos, o meio termo é uma solução razoável, principalmente naquelas situações em que os extremos causam efeitos prejudiciais desnecessários a qualquer dos pólos envolvidos.

No Direito, isso pode ser chamado de Acordo, né?! hehehehe , mas isso nao exclui a necessidade de se utilizar extremos em muitos momentos!

E quanto à tua idéia parida, hehêhê, foi o que eu disse: embasado pela teoria, realiza-se a prática da melhor forma possível: sem perder o conhecimento :)


É legal conversar com Almirzinho essas coisas! Me chamem na próxima! :)

obs: quase um post esse teu comentário, inclusive. heheh :P